
Depois da ida ao teatro fui folhear o programa para debaixo das árvores do jardim do Príncipe Real e encontrei uma referência a este poema de Goethe, escrito em 1815, sobre a Ginkgo biloba. Não resisti a fazer um "search" e encontrei a imagem acima. O original está exposto no Goethe Museum em Düsseldorf, na Alemanha.

Curiosa com o que diria o poema, acabei por encontrar esta tradução que achei maravilhosa, por Paulo Quintela.
Ao lado vão as folhas de Ginkgo apanhadas no jardim, onde fui conversar comigo sobre o que tinha acabado de ver.
Ao lado vão as folhas de Ginkgo apanhadas no jardim, onde fui conversar comigo sobre o que tinha acabado de ver.
A folha desta árvore que de Leste
Ao meu jardim se veio afeiçoar,
Dá-nos um gosto de um sentido oculto
Capaz de um sábio edificar.
Será um ser vivo apenas
Em si mesmo em dois partido?
Serão dois que se elegeram
E nós julgamos num unidos?
P'ra responder às perguntas
Tenho o sentido real:
Não vês por meus cantos como
Sou uno e duplo, afinal?




